Há um rival que enfrentamos todo dia
Matadora de alegria
Já escapei por cuidado
Já escapei por sorte
Um dia ela lhe bate a porta e diz
                             Bom dia sou a morte
 
Luta eterna
Até acaba sua mortalidade
Não importa se for na velhice
Ou na flor da idade
O que importa é que a mais dura verdade
 
Invisível, intocável
 Mortal,inviolável
Imprevisível e nunca amável
Foice, capuz preto
Bala perdida um tiro no peito
Escapa dela não tem jeito
Isso deixa os humanos inseguros
Imaturos
É não saber lhe da com ela
Alguns se matam a toa, ou por não agüenta a dor da espera
 
 
Jamais falei que minha carne é imortal
Não acho ela do bem, não acho ela do mal
Mas é letal
Quando se vai por esse caminho
Seu rezo ou se eu canto
Nada vai diminui meu pranto
Ao não ser quando ler novamente esses versos
‘’que a morte é uma passagem
Para uma turbulenta viagem
Para ver verde pastagem
Volta a fazer a molecagem
E Jesus sentado no trono dizendo as verdades
 

meu quarto ha 2 anos atras

Vinicius Alceu da Silva Cunha
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