* SÃO PAULO*

 São Paulo

Conhecida como a cidade da garoa
Muita chuva e muita gente atoa
Mas é uma cidade boa
 
Oportunidade não se falta
Para o pobre trabalhar
E seus sonhos realizar
 
Mas o pobre acorda cedo
E começa o frevo
Passa o dia a trabalhar
E para casa às vezes nem pode voltar
 
Quando a chuva não lhe pega
O bandido lhe alcança
E sua vida lhe balança
E nas mãos deles você está
Só Deus para te livrar
 
Quando em casa você chega
Sua casa está arrombada
Sua filha estuprada
 
Seu filho está na escola
E você não ver a hora
Que pela aquela porta
Ele possa entrar
E você o abraçar
 
Mas as horas assim se passam
E o relógio a trabalhar
E nada dele voltar
 
O dia amanheceu
E você não cochilou
E seu filho não voltou
 
E o telefone toca
Seu coração chocar
Pai vem me ajudar
O resgate pagar
Ou vão me matar
 
Você um pobre trabalhador
Que ganha seu salário com suor
Sua filha foi estuprada
Sua mulher assassinada
 
São Paulo
Está um caos
O Brasil não fica atrás
Já não somos mais capazes
 
De sair das nossas casas
Em uma praça poder sentar
Um dominó jogar
Com os amigos conversar
Já tem gente para nos roubar
Só Jesus pra nos livrar
 
O Brasil está um caos
Os governos só a roubar
Nosso salário
E a tranquilidade do nosso lar
 
A Dilma não é ruim
Mas não fez nada por mim
Alguém precisa fazer
Esses bandidos combater
 
Os policias estão morrendo
A criminalidade está crescendo
O povo está sofrendo
 
Que Deus venha nos ajudar
Que faça nos suportar
Tantas lágrimas derramadas
 
Tantas tumbas já fechadas
Tantas mães abandonadas
Tantos filhos nas calçadas
Tantas drogas consumadas
 
Das derrotas das madrugadas
De braços cruzados estamos
Esperando os diretos humanos
Nas mãos dos bandidos continuamos
 
O arquivo está frio
Com aquele corpo tão frio
Do meu filho que se foi
Da esposa que perdi
Da justiça de Deus
Eu peço bis
 
Pois o homem prometeu
E nada aconteceu
Sou um pobre trabalhador
Não sou formado
Nem doutor
O meu filho eu perdi
Sou um pobre infeliz
 
Voltei para vereador
Deixei-o mais doutor
Elegei-a para presidente
Deixei-a mais contente
Eu sou ou não sou
Um pobre decente?
 
Direitos precisam ser feito
Até para um lixeiro
Sem dinheiro
 
Na hora da eleição
Você veio a minha porta
Com sorrisos sorridentes
Fez-me promessas contente
Agora você me fecha a porta
E comigo não se importa
 
Poetisa Desconhecida
13/11/2012
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Obrigado pelo carinho da sua visita.
ao sair deixe seu comentário
ou uma simples critica.
Poetisa Desconhecida
© Todos os direitos reservados