Eu não devia.

Eu não queria dizer que te amo.

Eu poderia negar meu amor

mas que dor

ao tentar essa façanha,

porque a paixão é tamanha

mor que tudo seja lá o que for.

 

Bato e rebato a mesma tecla,

sewm sucesso minh´alma vai

brigando, debatendo e o coração,

esse, ah! esse, coitado!

nem sabe desculpar-se

por tanto assim amar-te.

 

E choro, e ele chora,

choramos os dois e não vês.

Bem que poderíamos ser os três

a amar, sem choro,

sem dor.

 

Mas assim não queres.

Assim não me desejas.

É outro o amor que tu almejas,

muito embora seja

o meu, o único verdadeiro.

Antonio de Jesus Lima
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