Sua dor, minha dor

Suas lágrimas quando rolam.
São como estrelas caindo.
Deixando vazio o espaço.
Tornando triste meu traço.

Sua tristeza quando aflora.
São como folhas morrendo.
Deixando a natureza fria.
Tornando gelado meu dia.

Suas mágoas quando entoam.
São como sonhos ruins.
Deixando dores no peito.
Tornando aflito meu jeito.

Sua voz quando cala.
São como músicas sem melodias.
Deixando confuso os acordes.
Tornando escassas as vozes.

Suas lembranças quando infortunas.
São como luzes se apagando.
Deixando escuro o céu.
Tornando amargo o mel.

...

São Paulo, 12 de março de 2008

Carlos Eduardo Fajardo
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