A morte dos poetas

 E por que falo de morte?

Eles de fato já morreram
Suas almas jazem  por sorte
Se foram, mas pouco padeceram
 
Não desdenho aqui de suas dores
Apenas desenho meus desejos
De antes estar entre esses autores
E participar de seus ensejos
 
Não era tão fácil quanto hoje
Escrever estava na alma, não num teclado
E os fatos ,melhores, por pior que fossem
Estavam todos a cortesia e amor atrelados
 
Mas hoje é tudo mais complicado
A beleza é ,por demais, rara
E fica difícil relata-la
Tudo que escrevo é meu estado
 
Nem sempre tão belo
Quase nunca admirado
Minha tristeza eu cancelo
E finjo um ser amado
 
Mas morto está meu elo
Com este mundo que é cantado.

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