Enfadonha Paixão

 
Sintetizo o pensar por versos em insana poesia
Poetizo o passado do tempo, arauto da saudade.
Enfeite colateral de metades livres em ousadia
Repousam no escrito de um conto de verdade
 
Romance de cor intensa sem o ócio e anemia
Aromatizado no instante de almas em liberdade
Condenados em sonho eterno de uma noite fria
Desperta em hora extrema a sua falsa identidade
 
Palpitante em segredo, arde pelo fogo do pecado
Pelo medo do seu inferno em face do desprezo
Finado da paixão, defunto que ontem foi amado
 
Fúria de um coração infausto, amanhã destroçado
Evoca o vazio por um destino avante e ileso
Renasça do pesadelo, apaixonado e injustificado

 

 

Murilo Celani Servo
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