* Parto *

* Parto *

o que em solo lunar  derramou-se

cravou em meus olhos deslumbramento

Como pode a lua bastar-se a si mesma ?

Como pode iluminar a própria face ?

Presunçosa lua

acocora-se ao cume dos montes ilesa

um resto de luz desmembrada

deixa a vida respingada

de um laranja indiscreto

agoniza o dia

a noite sai do ventre

rompe-se o que é secreto

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Úrsula Avner

*imagem do google- sem informação de autoria

Olá amigos ,amigas e visitantes, deixo a todos e todas meu carinho em forma de poesia. Um abraço.

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Úrsula Avner
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