Restos


Restos
 
Eis aqui os restos, daquilo que restou
Insanos, deste deserto de idéias
Restos de esperança que um dia sonhou
De pesadelos, lembrados nesta odisséia
 
Restos de saudade dum amor eterno
Maltratado, abrigado pela solidão
Hoje farrapo de gente, é o inverno,
Se antepondo ao sol doutro verão
 
Eis os restos desumanos estirados
E na rua da ilusão compendiados
Pretensões de desejos, sem lampejos
 
Pedaço de excremento, são os restos
Do que restou do último protesto
Do derradeiro querer de meus desejos !
 
São Paulo, 09-03-2018 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia 

Visite meus blogs: 
http://brisadapoesia.blogspot.com 
http://preludiodesonetos.blogspot.com 
http://criancaspoesias.blogspot.com
 

 
Direitos autorais registrados 
Mantenha a autoria do poema
 

ARMANDO A. C. GARCIA
© Todos os direitos reservados