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A Mulher e o Mar

[Ilustração não carregada]

 

Tendo ao fundo o som harmônico

 da voz grave do turbilhão marítimo.

 Quem sabe a imagem de uma praia deserta,

 com as ondas banhando o corpo de bela sereia...

 Observando as carícias das águas

 a tocar a epiderme,

 de onde emanam encanto e magia.

 Prostrado ante o ser feminil,

 novamente a tudo dominando,

 recebendo como dádiva

 a brisa que lhe ondula os cabelos.

 O imenso oceano parece pequeno,

 transforma-se em acessório.

 A presença feminina a tudo sobrepuja.

 O observador masculino está enfeitiçado,

 como que presa cercada por ardil predador.

 Quisesse fugir, não conseguiria.

 É essencial sentir

 a expressão sensorial daquele momento.

 Aguça a audição tentando ouvir os segredos

 que a madrugada murmura às estrelas.

 Quer perguntar às areias

 a sensação de ser leito de corpo

 que transmite tamanho desejo.

 Quer questionar ao mar

 qual o sabor que sente

 ao tocar aquela delicada pele.

 Quer que a lua apareça por inteiro

 e lhe confesse os mistérios

 que abrigam a sedução feminina.

 O observador se transforma em sonhador,

 recriando-se de fora para dentro,

 iniciando uma viagem interior.

 Lá não basta ver as estrelas

 sem visitá-las,

 lá não é suficiente ver bela musa

 e deixar de tocá-la.

 E, assim, se veste agora de viril amante,

 realiza suas fantasias,

 descobrindo os mistérios das paixões.

 Aprende a intensidade

 das sensações e dos sentidos,

 desvendando, assim,

 as forças abrigadas em seu corpo,

 descobre os impulsos ocultos na alma.

 

 

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09/09/2012