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CONTA DE CHEGADA

 


Sem cultuar a tristeza,
Desdenhando a cortejo 
Ao invés, vejo beleza,
Na altivez, a cracejo

Vida, peleja diuturna,
Melhor sorvê-la,  fel que seja,

Que a morte sombria, taciturna,
A todos assusta e terror enseja


Embora etapa e não o fim
Será conta de chegada,

E o que será de mim ?

Se mal extremos não fiz
Pouco ou nada, todavia,
Na balança deixa-me feliz

Na hora da verdade

Alma dura, doentia,
Deus, tenha piedade !

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EDILOY A C FERRARO
11/05/2012