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RUA DE MINHAS SAUDADES

Minha rua não te mais alma,
Ela é hoje uma rua sem vida.
Outrora, já foi viva e calma,
Uma calma que hoje está perdida.
 
Ouve tempo, tempos idos,
Que minha rua era uma passarela.
Damas e cavalheiros todos bem vestidos,
Em trajes elegantes passavam por ela.
 
Famílias que ao entardecer,
Saiam para rua, trocavam cortesias,
Moças ouviam galanteios que as faziam tremer,
Minha rua que saudade, era só alegria!
 
Os cavalheiros tiravam os chapéus,
Quando damas por eles passavam.
Minha rua também tinha plebeu
Honestos trabalhadores que labutavam
 
Eram pessoas que sabiam viver,
Humildes mais cheios de dignidade.
Era um tempo de bem-querer,
Lá na rua de minhas saudades. 
 
 

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Ainda é viva em mim a lembrança de uma rua onde morei. Vou dizer que é a rua de minhas saudades, sim, porque ali vivi bons tempos que se lembrados me faz feliz, e se foi bom porque não revive-las. Abrindo o meu baú de recordações.

Ubirajara Fernandes
05/01/2012