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Perversa viuvez


            

As verdades que só eu colhi
Ficarão comigo,
Na taça enfeitada de morangos,
Golpe da verdade,
Que mede distância infinita
E esgarça o íntimo.
 
Restou de mim
O eterno aprendiz da tua timidez,
A demissão voluntária da graça,
O por vir atônito e perplexo
(tu foste embora!!!),
Um dar por mim incrédulo,
Um desaguar promíscuo
De tristezas e de encantos.
 
Este gosto de eternidade no meu presente,
E este ciúme de mim mesmo
É de um te possuir apóstata,
Numa estranha dualidade,
Em que rivalizo com o que tenho
E com o que me tens,
De um triunfar de momentos,
Renunciar aos segredos,
Obtemperar goela abaixo,
Uma cabeça baixa que nem esperança incita.
 

 

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Elias neri
16/11/2010

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