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A Essência do Amor

[Ilustração não carregada]


O poema nasce 
do sopro do vento.
Nele existe uma voz 
que diz que o dia 
está por chegar.
Nele existe uma alma 
que preenche aquilo 
que de fato é falso vazio.
Ela é o amor que, 
embora imensurável, profundo, 
e invisível aos olhos.
São os olhares 
dos que se fizeram mansos 
e que sonham em ver 
a nova aurora.
E no dia do nascimento, 
aquele que é novo haverá de surgir 
daquilo que já estava velho.
Que não sejamos vítimas 
das preocupações,
que tenhamos lucidez 
para não cairmos nas ilusões.
Que tenhamos a certeza 
que o destino está orientado 
por um saber superior e divino.
Que mesmo que queiramos julgar, 
talvez nosso discernimento 
seja insuficiente 
para racionalizar.
Resta-nos cumprirmos 
a parte que nos cabe, 
manter acesa serena 
e perseverante vontade.
Que saibamos readquirir 
a pureza dos primeiros dias 
para sonharmos partilhar 
o pão da ceia das luzes,
do alimento dos olhares pacificados,
para sentir o coração saciado.
Não mais o vazio, 
mas o eterno afeto. 
Não mais a dúvida, 
mas sutil certeza.
E o silêncio estará revelado.
E suas vozes cantarão,
num uníssono coral de orações.

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Se o desejar ouvir o áudio:
http://recantodasletras.u...

Gilberto Brandão Marcon
23/07/2010