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EXERCÍCIOS DE HUMANIDADE

 

precisamos verter lágrimas manifestando emoções ou dores
mantendo as glândulas lacrimais ativas

termos a curiosidade de sentirmos a tênue textura das folhas
tocando-as, suave, com as pontas dos dedos extasiados com sua beleza
tão formosas flores encantos em cores para florir nossos caminhos

brincarmos despreocupados com as crianças curtindo o riso leve suave meigo que delas emanam /nos permitir relembrarmos nosso tempo menino

nos fazermos, vez ou outra, o papel do advogado do diabo
entendendo, ou procurando entender, o que levou alguém a cometer o escândalo, não esquecendo que somos universos em cada um e temos em comum a mesma essência

nos despreocuparmos com as etiquetas e todas as regras de bom comportamento
e sermos estabanados e divertidos, rindo de nós mesmos...

nos perdoarmos e nos permitirmos erros, certos que são passos no caminho dos acertos

olharmos as nuvens como enfeites não apenas por estarmos preocupados com o mal tempo

tentarmos ler um texto, um poema, entrar no mundo do autor, tentar sentir sua mensagem, compreendê-la, dissecá-la, treinar e cultivar emoções ocultas, desvendar seus sonhos e sua lira e se identificar com os sentimentos

urge que retomemos nossa porção humana antes que nos confundamos com a rotina de robôs e nos esqueçamos de nossa natureza divina

que façamos nas pequenas atividades pausas longas para o entretenimento, o bom papo na companhia de amigos

estaremos sendo revolucionários na luta contra a correnteza que sufoca a alegria, engrenagem estúpida em nome de metas e de números

e do que não temos não nos culparmos e usufruir ao máximo o que já temos...

(19/01/09)

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EDILOY A C FERRARO
02/10/2009