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sou como fruta em sua boca

[Ilustração não carregada]

Nossa aliança, nossa criança

Nossa ciranda de pedras

E ouros, brilhante rubi

Satélite ambulante sem fim

Na térrea Via Láctea do nosso lar

Nossa insana própria bagunça

Nosso caseiro oceânico mar azul

Nosso caseiro campo de jasmim

Nossos demônios expurgados

São na verdade fragmentos de querubim 

Sou-te familiar como o gosto da fruta

Sou como fruta cítrica em sua boca

Para lembrar-te ardida e ácida

Que minha doçura é toda tua também

Morda-me suculenta até o talo

Um dia murcho e ainda vou te querer assim:

Com fome de mim!

 

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Papel passado!
Obrigada por me ler!

Elisa Gasparini
16/01/2009