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Falando de vida

[Ilustração não carregada]

Ó morte , pensas ser vitoriosa ?

Em ti não há cor ou vigor

Apenas uma capa misteriosa

Tu rondas a Terra

Buscando a quem possas tragar

Em si mesma encerra

Um modo sorrateiro de perscrutar

Surpreendes a alguns viventes

Todavia, não és sobressalto e nem grilhão

Para muitos transeuntes

Que lhe abraçam de modo contundente

E lhe permitem deitar sobre o corpo já reluzente

 

 

Ò morte,

Falar de ti pode ser peso insuportável

Comoção

És ferida aberta que desafia a razão

És realidade pungente... Terás explicação ?

Ó morte,

Quão valente julgas ser ?

Tu és gigante sem pernas

De forma sobranceira te alongas

Sem querer entender

Que és apenas passagem lacônica

Para um desmedido transcender

                     

                            *  Úrsula A. Vairo Maia  *

 

* Favor manter a autoria do poema. Direitos autorais registrados.

 

 

 

 

 

 

 

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Queridos amigos e visitantes do site,
Este poema, embora enfoque a morte como elemento central, fala de vida, de esperança, de um porvir que suplanta a nossa passagem por esta Terra. Escrevi este poema no início do ano, mas resolvi postá-lo agora em homenagem ás nossas queridas poetisas Glória Salles, cujo pai está gravemente enfermo ( que eu espero que se recupere) e Soraia ( "ciganita"), cujo pai faleceu recentemente. Desejo que elas encontrem nos braços do Criador, conforto e esperança em suas dores. Também dedico este poema a todos que já viveram a experiência da morte de alguém querido. Envio um grande abraço a todos, desejando vida em abundância. Em meu cantinho

Úrsula Avner
20/11/2008