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O nosso retrato


Deixa eu ser eu, pois assim sou mais você.
Deixa eu te amar, pois te amar é estar além de qualquer longitude de toda latitude.
Te amar é olhar o horizonte e me perder no tempo.
Chegar a conclusão de que ter sofrido no passado não foi em vão.
Te amar é olhar para seus olhos.
E sem ter dito qualquer palavra, cair na risada.
E quando nos faltar o ar, aos soluços nos beijar.
Te amar é olhar o passado, avistar o futuro e só querer viver o presente.
Estar debaixo da chuva e não se preocupar com a gripe.
Te amar é olhar para os outros e só enxergar você.
Comprar trufas recheadas.
Só pra ver seus lábios melados com chocolate.
Te amar é escrever poesia.
E de tanto pensar em você, deixar fugir da mente o que ia escrever.
Te amar é pesquisar o amor.
Estudar teoremas, e não entender nada.
Não ver a hora de chegar o domingo de folga para ir à sua casa.
Te amar é alugar filme de suspense, e ter a mão esmagada pelos teus sustos.
Ouvir suas histórias de trabalho.
E até dar palpites em suas atitudes.
Te amar é encher a frente da folha com palavras doces.
E não saber como chegar no fim.
Deixar apenas o coração dizer, e não impor limites às letras.
Te amar é comer pizza metade frango, metade portuguesa.
E beber suco de acerola.
Quase brigar pra ver quem paga a conta.
Carregar seu material da faculdade.
Pra deixar suas mãos livres pra me abraçar.
Te amar é tudo o que eu disse antes.
E ainda há muito por falar...

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São Paulo, 04 de outubro de 2005.

Carlos Eduardo Fajardo
04/02/2008

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