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Agora que me abandonaste aqui "tadim"
na imensidão desta espera sem fim
depois de me adulares com o quindim
que há nas tuas poesias, meu serafim...
 
Quisera eu ser grande,
bem mais maior de grande,
enorme, desproporcional o bastante
para, num passo de gigante,
vencer distância colossal;
 
e romper a linha limítrofe de teu semblante
e sentir teus poros ofegantes
e repousar na sombra atenuante
de teus sílios brilhantes
esta saudade descomunal.
 
Quisera eu ser pequenino,
a milésima parte de um átomo,
imperceptível microorganismo minúsculo,
invasor de  rede de fibra óptica;
 
para, obliteradas a convenção e a lógica,
alar na penumbra do crepúsculo
e espocar na âncora de teus braços
feito bolhas incontidas de quinino.

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Curitiba, 16 de Janeiro de 2008

Cid Rodrigues Rubelita
16/01/2008