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NOVAMENTE PEROLA

Tudo em mim está só nesse momento,
Cada olhar me faz sentir frio
A brisa desse verão me parece ser congelada
Meus pés pisam o chão
Nada me faz parar de ser tão errada

Existem em vão grandes fronteiras
Do fundo do mar avisto o céu cinzento
Se me ergo ao céu o que se torna cinza é a imensidão azul
Tudo que enxergo é como um azul cinzento
Uma vida sem vida
E um mar sem luz

Perco a esperança no que nunca tive
Em mim os olhares se fazem distantes
A quem amava só sobrou poeira
A quem me amava a poeira veio do mar
Como pingos de chuva me sufocaram.

És pura minha perola rara,
Tal perola só poderias vir do fundo do oceano
Mas tal perola se encontra na terra,
A água já não a pertence
E por não me pertencer mais
A minha vida nada mais é do que poeira no ar.

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Caxias do Sul

Roberta
18/10/2006