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ABSTINENTE CLAUSURA!

 
 
É assim que estou, assim que me sinto
Recluso em mim, em fel de absinto.
Sinto o que não queria sentir, e meu sentir,
É infindo.
Não apenas amargo a insatisfação; mas,
O gosto do sentir indivisível, num
Sentido de dividir.
Em todos os lugares há o sabor do
Do fracasso.
Para dentro, o viver perecível.
Lúdico minha clausura interna, cistena
Profunda invisível e obscura.
Para  os outros o não existir; para mim,
Realidade crudelíssima e dura.
Dura No vergastar da insuficiência curável,
Tratável, do meu auto alter ego.
Se nego, não me tenho satisfeito; se vivo,
Explode o meu peito.
 
Autor: Jeovan Alves

 

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Porto Seguro, 01 de Outubro de 2019

Jeovan A. dos Santos
01/10/2019